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CATÓLICO DEFENDE A MANUTENÇÃO DO PATRIMÔNIO DO VATICANO:
Caros senhores da lista desconhecida,
Venho por meio desta informar-lhes que estou recebendo alguns e-mail's de vossa lista que, até onde minha memória possa me ajudar, não tinha me
escrito.
Será que alguém que se inscreveu colocou o endereço errado?
O meu é flaviojl.
Bem, assim mesmo, já que o assunto me interessa bastante, se me permitem, posso oferecer uma humilde contribuição ao tema, pois já tinha comentado a mensagem do sr. Benneton, que a meu ver, ou não conhece a Doutrina Católica ou conhecendo-a usa de má-fé querendo rotular outras pessoas que ao discordem categoricamente do conteúdo do seu pensamento - visto que, a
princípio, dizer que alguém tenha um pensamento "conservador", não diz
realmente nada, sendo uma afirmação oca.
Só se para o caríssimo "conservador" seja um palavrão, ficando assim a seu encargo demonstrar por vias filósoficas o que o senhor quer dizer com "conservador" e pel amesma via demonstrar a invalidade deste pensamento.
Sem mais, agradecendo a atenção oferecida e muito mais os devidos esclarecimentos, subscrevo-me cordialmente.
De seu
Flávio José L.
RESPOSTA AO SENHOR FLÁVIO:
Prezado Sr. Flávio
Minha intenção, ao enviar a primeira mensagem, foi a de
ressaltar algo que considero inaceitável, com relação ao Site Montfort, ou
seja, a Defesa do Ouro e Luxo no Vaticano.
O Senhor acha que Deus prefere manter Ouro e Luxo nas suas
Igrejas (católicas) ENQUANTO BOA PARTE DE SEUS FILHOS MORREM DE FOME PELO
MUNDO? Será que é isso mesmo que Deus quer? O Sr. Fedeli, do Site Católico Montfort, acha que sim!!!
Além disso, existe no site Montfort, 20 teses contrárias à
reencarnação, as quais foram baseadas em ACHISMOS do Sr. Fedeli. Ele não leu os livros básicos de Kardec e quis emitir opiniões ARRAIGADAS EM
PRECONCEITOS totalmente absurdos. As refutações às vinte teses foram
enviadas em anexo na primeira mensagem: Defesa contra as 20 teses.doc.
Não quero me estender. Apenas respondi às suas indagações.
Atenciosamente
Jefferson
NOVA MENSAGEM ENVIADA PELO CATÓLICO FLÁVIO:
Prezado Sr. Benetton
Primeiramente, peço-lhe desculpas por ter digitado o nome do senhor erroneamente. Ademais, a minha primeira indagação - que ainda permanece - é saber como o meu endereço foi parar nesta suposta lista. Até agora ninguém me explicou, e caso alguém tenha alguma explicação, por favor, envie-me um e-mail.
Well, indo direto ao assunto, conforme o que o senhor escreveu, a sua "intenção... foi a de ressaltar algo que [o senhor] considero inaceitável, com relação ao Site Montfort, ou seja, a Defesa do Ouro e Luxo no Vaticano."
Como acesso já algum tempo o site da Montfort, creio ter ciência de onde o senhor tenha lido, cabando por ressaltar tal idéia, no entanto mui equivocada - não em relação à Montfort pois não me compete falar, e sim a Igreja Católica.
Parece-me ambíguo o que o senhor queira dizer com "Ouro e Luxo no Vaticano".
Bem, vejamos o que se pode deduzir desta expressão utilizada duas vezes:
1) com tal expressão o senhor se refere às riquezas da Igreja Católica, o que aparentemente nos parece uma contradição com o voto de pobreza proferido por ela. Primeiro, a Igreja precisa de um capital para manter suas várias obras pelo mundo, que é normalmente provindo de doações de seus fiéis. Mesmo assim, o saldo do Banco do Vaticano (se não me engano, em torno de 40 milhões de dólares) não chega nem perto de qualquer banquinho tupiniquim. Quando a pessoa se ordena padre, por exemplo, ela se desfaz de seus bens materiais, e daí em diante ficará dependente somente da Igreja: eis voto de pobreza. Agora, diga-me: conheces alguma instituição na história da humanidade deste porte que tenha conseguido dar cabo de suas obras ao redor do mundo e ajudar os seus filhos ordenados sem nenhum recurso que condiga com tais gastos?
Segundo, colocando as finanças vaticanas ao lado, os imóveis e objetos que fazem parte do patrimônio, acumulados ao longo dos séculos, avaliando-os, a grosso modo, não tem dinheiro que os pague. Quanto vale o teto da Capela Cistina pintado por Michelangelo? Quanto vale a Catedral de Nortre-Drame? Ou as inúmeras peças barrocas folheadas a ouro nas Igrejas e capelas de Olinda, Ouro Preto e Salvador? Se era este ouro que se refere?
2) com tal expressão o senhor contrasta com as lamentáveis mortes de seus filhos pela fome. Ora, que é lamentável é lamentável mesmo. Mas daí dizer que a Esposa de Cristo “prefere” a morte as “suas riquezas” chega a ser hipócrita e de uma ignorância histórica enorme. Se o objetivo dela é salvar as almas, colocando-as no reto caminho de Deus, que é nada mais que a sua missão real neste mundo, percebe-se que outras coisas são de importância secundária – pior que a morte do corpo é a morte espiritual. Assim mesmo, é histórica a ajuda dada pela Igreja aos seus filhos mais carentes. Com o advento do Cristianismo, inaugura-se a primeira civilização que sabe haver mais justiça no perdão do que na vingança, mas verdade no amor ao próximo do que na rejeição. O senhor se esquece das várias ordens mendicantes que ajudam os pobres e doentes do mundo inteiro, ou até onde a Igreja chegou. Esquece-se de S. Francisco de Assis que se juntava aos leprosos ou de Madre Teresa de Calcutá que ajudava os miseráveis da Índia.
Acusar de omissão da Igreja às mortes por fome ocorridas no mundo é de uma leviandade que me pergunto com que autoridade o senhor vem questionar logo esta uma das maiores características desta instituição divina.
A três, quatro séculos atrás era impossível salva as pessoas que morriam de fome pelo mundo - coisa que se pode remediar nos dias atuais. E se houve famintos moribundos no século passado, como houve e muitos, creio que o senhor deva analisar melhor aonde ocorreram as mortes, as causas e o estado de coisas que levaram a tal. Não vou dizer que esta é a tarefa do senhor.
Um bom livro que aconselho adquirir é “Opção Preferencial pela Pobreza” do embaixador e filósofo político José Osvaldo de Meira Penna. Comenta de forma clara as ideias sobre e entre riqueza e religião.
Encurtando a carta que já vai longa, iremos à reencarnação. Sem cair nos méritos “em si” da doutrina, ciência, religião ou seja lá o que for o espiritismo, ainda mais o de linha kardecista, toco no que diz respeito à Doutrina Católica. Se uma outra igreja protestante com sua doutrina mescla com ideias espíritas, isto é problema dela, e não diz respeito à Doutrina da única, verdadeira e santa Igreja Católica – e é dela que me refiro.
Ela é incompatível com a Fé Cristã porque sabemos que "Para os homens está estabelecido morrerem uma só vez e logo em seguida virá o juízo." (Heb 9,27); porque nega o valor dos Sacramentos (por exemplo, o Batismo: uma pessoa seria batizada novamente em cada "encarnação"), nega Céu, Purgatório e Inferno, nega a criação da alma humana, nega a união substancial entre corpo e alma, nega a existência de anjos e demônios, nega os privilégios da Santíssima Virgem Maria, nega o pecado original, nega a graça divina, nega toda a doutrina do sobrenatural, nega o juízo particular depois da morte, a ressurreição da carne e o juízo final; porque nega a Misericórdia divina e o perdão dos pecados e prega um deus que se existe não age, e se age não perdoa.
Se alguém é Católico realmente, deve abomina esta doutrina e rezar por aqueles que a seguem.
O senhor citou uma passagem de um pronunciamento ou carta do Papa J. Paulo II. Mas fora de contexto, posso usar qualquer citação até para poder matar uma pessoa.
Bem, então eu cito uma (e bem contextualizada). Em 1953 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou o que afirmara em 1915 e em 1948:
"Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, como verdadeiros hereges e fautores de heresias, e não podem ser admitidos à recepção dos sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de fé."
Segundo a Lei da Igreja, "chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela" (CDC cân. 751). Ora, "o herege incorre automaticamente em excomunhão" (CDC cân. 1364 §1), ou seja, deve ser excluído da recepção dos sacramentos (cân. 1331 §1), não pode ser padrinho de batismo (cân. 874), nem de crisma (cân. 892) e não pode casar na Igreja sem licença especial do bispo (cân. 1071) nem ser membro de associação ou irmandade católica (cân. 316).
Veja senhor que não estou avaliando as premissas da doutrina espírita em si, mas apenas colocando os desígnios do outro lado: a Doutrina professada peja Igreja. Para qualquer verdadeiro católico, isso basta! Não tem blá-blá-blás!
Já para quem possui algum interesse ou afinidade em estudos mais aprofundados em Religião comparada, Filosofia, Metafísica e afins, eu convido a estudar, seguindo o conselho de B. de Espinosa: "Não rir, não chorar, nem condenar - mas compreender."
Sem mais, colocando-me a disposição, subscrevo-me cordialmente.
No Coração de Maria, sempre, Flávio José.
RESPOSTA ENVIADA POR MIM, AO SR. FLÁVIO:
Prezado Sr. Flávio José
Qual seria a razão para um indivíduo que, movido pelas mais sinceras e honestas intenções, com a finalidade de levar novos ângulos de visão, sem qualquer objetivo de fazerem as pessoas mudarem suas crenças, ser julgado como um inimigo com intenções agressivas, e se procura por isso fazê-lo calar?
Fazer observações, com uma finalidade boa, para compreender e esclarecer, seria na prática entendido como uma crítica agressiva, uma ofensa? Quem cai em semelhante mal-entendido deve então ser um ingênuo que se deixa iludir pelas aparências e não vê que outra verdade está oculta atrás delas.
É por isso que a exposição de uma ideia e a procura da verdade tende a transformar-se em polêmica, pois o instinto humano leva a interpretar tudo em sentido agressivo; a paixão é vencer para submeter e dominar, não é subir espiritualmente.
Se o interesse fundamental é o aperfeiçoamento, e a busca de um ideal superior, então uma crítica razoável, com um fim benéfico deveria ser grata e considerada como uma amigável oferta da qual se poderia aproveitar (ou não) para ascender. Mas o ideal interessa a bem poucos, e o melhorar-se, menos ainda, pelo que a crítica é entendida como um estorvo inoportuno que se deve afastar, pois exige um esforço que não se quer enfrentar, ou pior ainda, como ataque de um rival, que julga somente para mostrar deficiências e aproveitar-se para deturpar o que foi dito.
Assim o que prevalece não é a procura do verdadeiro, que é sufocada porque tende a inverter-se em ataques demolidores, mas o princípio de autoridade, porque a preocupação principal na Terra não é conhecer e subir, mas manter a disciplina e os súditos em obediência.
O Evangelho fala clara e repetidamente a respeito de posse de bens, de um modo que não deixa dúvidas. "Se quiseres ser perfeito, vai, vende o que tens e dá-o aos pobres (....)". "Em verdade vos digo que dificilmente um rico entrará no reino dos céus. Sim, repito-vos: é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus". "Não acumuleis tesouros na Terra (....)". "Ninguém pode servir a dois senhores: ou amará um e odiará o outro; ou se afeiçoará a este e desprezará àquele. Não podereis servir a Deus e a Mamom". "Quem entre vós não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo".
É evidente que toda Instituição do Porte do Vaticano, precisará de recursos para manter programas de evangelização e de ajuda a necessitados. Em meu primeiro e-mail, citei que a Cúria Romana faz algumas doações pelo mundo, mas são ínfimos diante das riquezas do Palácio Papal.
O Senhor faz referência às inúmeras peças barrocas folheadas a ouro nas Igrejas e capelas de Olinda, Ouro Preto e Salvador. Verdade seja dita: A venda em um leilão dessas peças móveis já arrecadaria um bom volume de recursos para Instituições Assistenciais. Mas não é sobre esses bens, que são insignificantes perante a riqueza do vaticano, que me refiro ...
O Senhor está enganado, Sr. Flávio José Lindolfo. O Vaticano não possui somente algo em torno de 40 milhões de dólares...
Os banqueiros melhor informados calculam as riquezas do Vaticano entre DEZ A QUINZE BILHÕES (Eu disse BILHÕES) DE DÓLARES. Ele (Vaticano) possui grandes investimentos em bancos, seguros, produtos químicos, aço, construções, imóveis etc. SOMENTE OS DIVIDENDOS servem para manter de pé toda a organização, INCLUÍDAS AS OBRAS DE BENEFICÊNCIA. Tal fortuna vem sendo ACUMULADA em função das reaplicações no mercado.
Isso sem contar o que foi publicado na Revista Super Interessante, a qual relata que o Vaticano tem investimentos em, pasmem: Indústrias de armas, bombas e tanques!!! E como se não bastasse, há uma outra contradição inexplicável nesses "investimentos" da Cúria Romana, ou seja, o Vaticano, que sempre foi contra o uso de anticoncepcionais, investe justamente em indústrias que fabricam os mesmos anticoncepcionais!!! Parece que, quando o negócio é arrecadar dinheiro, vale tudo para o Palácio Papal. Vejam a matéria:
Revista Super Interessante - Investimentos do Vaticano
E por que, ao invés de reaplicar o dinheiro, o Vaticano não o redistribui para os mais carentes? Será que é mesmo necessário ACUMULAR CERCA DE 15 BILHÕES DE DÓLARES para manter a Igreja Romana?
E a própria Revista "Isto É - Dinheiro" revela a situação financeira do Vaticano, que apesar das dificuldades, mantém um Patrimônio, revelado pela própria Cúria Romana, de 5 bilhões de dólares mais 3,2 bilhões de dólares depositados no Banco do Vaticano. E se essas cifras são reveladas pela própria Igreja, então, é sinal que o montante pode ser muito maior. E a Revista ainda diz: "... O pontífice tem ainda 1 mil apartamentos registrados em seu nome na capital italiana, Roma."   Para confirmar, acesse:











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