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Não tenho a pretensão de convencer os que julgam e sentenciam sem exame prévio, unicamente porque este assunto lhes fere o orgulho ou contraria seus interesses.
Quem procura alicerçar a fé na razão, não se contenta com pregações de Pastores e Padres que, intimamente, podem estar movidos de boa-fé, mas, muitos deles desconhecem e até evitam o confronto com a palavra revestida com os fundamentos da lógica, pois tudo negam do alto do pedestal do seu orgulho e das suas ideias preconcebidas.
Quão difícil ainda será a divulgação dos ensinamentos religiosos que se apoiam na Ciência, uma vez que o sacerdócio romano, de maneira orgulhosa e registrada em Jornais editados no fim do século XX, proclama-se o exclusivo representante do Divino Mestre, tentando, dessa forma, impedir o ensinamento da íntima realidade dos fatos.
A vaidade e orgulho da Igreja Romana tiveram origem nas elucubrações teológicas dos santos padres que, nos Concílios remotos, desfiguravam a doutrina simples e pura do meigo Nazareno.
Assim dizendo, Jesus assinalou que, filho de Deus é todo aquele que em Deus tem fé, seja judeu ou gentio. TER FÉ EM DEUS NÃO É PRIVILÉGIO DESTA OU DAQUELA RELIGIÃO, e seja quem for, Deus não o rejeitará, como faz a igreja romana com os que não se curvam à sua suposta autoridade clerical que, pretensiosamente, os declara "repelidos do Senhor".
Os homens de outrora, como os de hoje, os escribas e os fariseus de agora negam tudo o que não compreendem e condenam o que os incomoda, ou lhes fere o orgulho. Jesus era acusado pelos seus contemporâneos de obrar por influência demoníaca. É precisamente o que diz o sacerdócio romano, diante dos fatos Espíritas. A resposta porém, deve ser a mesma que Jesus dava aos seus injuriadores:
Observa-se com frequência, em Templos e Igrejas, o argumento de que não devemos discutir a palavra de Deus, que é o símbolo da perfeição máxima. Sem dúvida, a palavra de Deus não deve ser questionada. Mas por acaso, os homens que a transmitem são tão perfeitos quanto Deus? Seriam esses mesmos homens isentos de falhas?
Muitos equívocos da Igreja provêm das interpretações literais dadas às Santas Escrituras, interpretações que, se outrora puderam legitimar-se face ao grande atraso intelectual da humanidade, hoje constituem-se em uma das principais causas do número crescente de pessoas incrédulas, as quais assimilaram ensinamentos baseados na fé cega, ou seja, aquela fé em dogmas que não admitem contestação e que exigem a renúncia de uma das mais valiosas prerrogativas do homem: O raciocínio e o livre-arbítrio.
Por outro lado, a Fé raciocinada, a que tem por base os fatos e a lógica, não deixa atrás de si nenhuma obscuridade, ou seja, cremos porque estamos certos, e assim podemos compreender. Eis porque a Fé raciocinada não se dobra: Ela pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade. É a esse resultado que o Espiritismo conduz, superando a incredulidade todas as vezes que não encontra oposição sistemática e interessada.
A fé cega não é mais desse século! Ela deixa um vazio no Espírito, originando inquietações e dúvidas... Onde não houver questionamento e crítica, onde não houver debate transparente haverá dominação, ignorância, apatia e graves entraves à autonomia da razão humana e ao desenvolvimento espiritual da humanidade.
Pretende ainda o Clero, que nos abstenhamos das comunicações com o mundo Espiritual, porque Moisés proibiu a evocação dos "mortos". Moisés assim o fez para evitar o contato do povo hebreu com espíritos impuros que os cercavam. Assim sendo, não há o que se estranhar naquela proibição, quando não ignoramos que, hoje mesmo, só devemos nos expor em comunicação com o mundo invisível sob as rigorosas condições estabelecidas pela Doutrina Espírita, para não suceder que, em virtude da Lei de afinidade, espíritos inferiores venham influenciar nossas mentes.
Para as inspirações dos clérigos, como para as dos médiuns, há um critério infalível: A consciência, que exerce a sua ação fiscalizadora por meio da razão, verdadeiro testemunho de Deus entre os homens.
Apesar de tudo, não podemos deixar de mencionar as honradas exceções, as quais não se submeteram às imposições dogmáticas da Igreja. Podemos citar o Pastor Nehemias Marien que escreveu livros sobre a Reencarnação e a imortalidade da alma em termos muito favoráveis ao Espiritismo, como por exemplo: Jesus, A Luz da Nova Era, um livro polêmico, em função das posições assumidas pelo Pastor que revela uma imagem liberal e humana de Jesus de Nazaré; defende Teses a respeito da Reencarnação e prega a unidade das Religiões, e também, dentre outros, o Padre Católico François Brune (o qual é referenciado com mais detalhes no atalho "Matérias Especiais", no Menu à esquerda). Ele é adepto da Transcomunicação (sistema que permite o contato com Espíritos, através de aparelhos eletrônicos) e autor dos livros "Os Mortos nos Falam" e "Linha Direta do Além".
Em todas as Religiões sempre haverá, e é bom que se lembre, justos representantes da moral evangélica, os quais dignificam os princípios que norteiam para o verdadeiro Cristianismo. E estes, movidos pela certeza de estarem cumprindo a missão de divulgar a Divina Palavra, devem ser reconhecidos pela autenticidade das atitudes que visam o benefício material e o progresso moral daqueles que, humildemente, buscam o amparo de que tanto necessitam.
Finalmente, libertos como já nos achamos do terror dos anátemas, use cada um da sua inteligência, da sua razão e do seu livre-arbítrio e por si mesmo decida entre aceitar a fé cega preceituada por Padres e Pastores que não admitem o menor questionamento sobre aquilo que dizem, ou aceitar a Fé raciocinada e livre de imposições, emanada do equilíbrio e da razão.
Jefferson S. B.









