AMIGO DE EX-ESPÍRITA SOLICITA ESCLARECIMENTOS DA DOUTRINA DE KARDEC :



Meu nome é Rockefeller Silva.

Tenho 30 anos e estava visitando alguns sites espíritas sábado, 16 / 06, quando acessei sua homepage. Pude perceber que o Sr. é um homem de conhecimentos e portanto decidi pedir sua ajuda. Há algum tempo atrás, um grande amigo meu me enviou um estudo sobre as doutrinas espíritas. Este meu amigo, ex-espírita, é conhecedor profundo das doutrinas de Allan Kardec. Confesso que estou admirado com o tal estudo, mas gostaria que o Sr., sendo conhecedor das doutrinas espíritas, me ajudasse a esclarecer algumas dúvidas e objeções levantadas no estudo, inclusive contradições dentro da própria doutrina espírita. O estudo segue em anexo. Peço encarecidamente que o Sr. me ajude no esclarecimento destas questões, e nisto apelo para vossa bondade, sabendo que não me conheces. Por favor, me ajude.

Meu e-mail é: xxxxxxxxxxxxxxxx

Muito obrigado e que Deus o abençoe.


RESPOSTA ENVIADA AO SR. ROCKFELLER :



Prezado Rockefeller Silva


Inicialmente agradeço-lhe pela visita ao Site Polêmica Religiosa.

Minha intenção é apenas de citar alguns fatos ligados ao início do Cristianismo e às imposições dogmáticas da Igreja Romana, sem esquecer, é claro, da defesa dos princípios de Kardec frente aos seus opositores, em especial, o Padre Quevedo.

Quanto ao estudo contrário ao Espiritismo, feito pelo seu amigo, e enviado a mim, cabe aqui algumas ponderações iniciais :

1) Tenho observado em alguns Sites religiosos, frequentes agressões a certas doutrinas, e de modo especial, à Doutrina Espírita e seu princípio básico : a Reencarnação. Mas por que haveria tantos ataques ? Que tanto medo e inquietação os princípios espíritas provocam, principalmente, na religião católica e suas vertentes ? Seria o temor de verem sua hegemonia e dogmas ultrapassados ruindo diante da lógica e do equilíbrio da Doutrina de Kardec ? Bem, o número crescente de católicos e protestantes que aceitam a reencarnação, já responderia a estas dúvidas.

2) Seu amigo, com o devido respeito que Ele merece, parece saber apenas entrincheirar-se em passagens da Bíblia "convenientemente" interpretadas, para "atacar" os princípios de Kardec, procurando, dessa forma, desvencilhar-se dos argumentos baseados nos fundamentos da lógica, do raciocínio e da razão.

3) Se Ele é profundo conhecedor do Espiritismo, parece-me que Ele parou no tempo, deixando de se informar a respeito de Escritores atuais e famosos, como Hernani Guimarães, Professor da USP, o qual fala a respeito de corpos espirituais, relacionando a Mecânica Quântica e Atômica aos corpos fluídicos e Espirituais, estudo esse que Kardec não poderia dispor, face ao nível da Ciência daquela época.

4) Por acaso, seu amigo, teria lido também os livros de André Luiz, psicografados por Chico Xavier ? Se tivesse lido os 5 primeiros livros, Ele teria muitas explicações a respeito das afirmações equivocadas que Ele fez sobre o Espiritismo.

Bem, quero adiantar que não sou profundo conhecedor do Espiritismo. Respondi apenas as questões sobre as quais tenho algum conhecimento. Não me julgo dono da verdade, pois a verdade está em Deus. Cabe a nós, e com muita humildade, buscá-la incessantemente, pois muitas pessoas, de forma orgulhosa, imaginam que já a alcançaram.

As respostas que formulei estão no anexo : Resposta - Espiritismo.doc. Espero, ao menos, tê-lo ajudado um pouco.

Mais uma vez obrigado. São pessoas como Você que me incentivam a continuar e a ampliar o conteúdo desse pequeno trabalho.

Abraços fraternos

Jefferson


REFUTAÇÕES AOS ATAQUES, CONTIDOS NO ANEXO ACIMA MENCIONADO ( Resposta - Espiritismo.doc ) :


Inicialmente, quero deixar claro que sou um adepto do Espiritismo. Não sou um PhD da Doutrina Espírita. Portanto só vou comentar trechos sobre os quais já possuo algum domínio. A Doutrina Espírita é vasta e grandiosa, e eu não seria pretensioso a ponto de dizer que tudo conheço dos princípios de Kardec.

Penso que ficaria mais didático se as questões fossem tratadas separadamente, ou seja, a numeração em negrito traz a reconstituição das afirmações do formulador das questões. Seguem-se, então as refutações.


1) “... pois o próprio Espiritismo afirma que a reencarnação ocorre no nascimento...”

REFUTAÇÃO : Existem Livros Espíritas, psicografados por Chico Xavier, que retratam bem esse tema. É explicado que a reencarnação se dá poucas horas após a concepção. Ou seja, a criança no ventre materno, ao manifestar o menor sopro de vida já possui um Espírito reencarnado.


2) “...e Eliseu já era adulto quando Elias foi levado por Deus ainda em vida. O Espírito Santo que operava sobre Elias, operou também sobre João Batista “

REFUTAÇÃO : Pág.85 Cap IV, Livro Evangelho segundo o Espiritismo :
NASCER DE NOVO : Jesus lhe respondeu : "Em verdade, em verdade, digo-te: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo."

Disse-lhe Nicodemos : " Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez ? ”

Retorquiu-lhe Jesus : "Em verdade, em verdade, digo-te : Se um homem não renasce da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. - O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. - Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. - O Espírito sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem ele, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo homem que é nascido do Espírito."

Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se?" - Jesus lhe observou : "Pois quê! és mestre em Israel e ignoras estas coisas? Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do céu?" (S. JOÃO, cap. III, vv. 1 a 12.)

A ideia de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam reviver na Terra se nos depara em muitas passagens dos Evangelhos, notadamente nas acima reproduzidas. Se fosse errônea essa crença, Jesus não houvera deixado de a combater, como combateu tantas outras. Longe disso, ele a sanciona com toda a sua autoridade e a põe por princípio e como condição necessária, quando diz: "Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo." E insiste, acrescentando: Não te admires de que eu te haja dito ser preciso nasças de novo.

Estas palavras: Se um homem não renasce da água e do Espírito foram interpretadas no sentido da regeneração pela água do batismo. O texto primitivo, porém, rezava simplesmente: não renasce da água e do Espírito, ao passo que nalgumas traduções as palavras - do Espírito - foram substituídas pelas seguintes: do Santo Espírito, o que já não corresponde ao mesmo pensamento. Esse ponto capital ressalta dos primeiros comentários a que os Evangelhos deram lugar, como se comprovará um dia, sem equívoco possível.

Para se apanhar o verdadeiro sentido dessas palavras, cumpre também se atente na significação do termo água que ali não fora empregado na acepção que lhe é própria. Muito imperfeitos eram os conhecimentos dos antigos sobre as ciências físicas. Eles acreditavam que a Terra saíra das águas e, por isso, consideravam a água como elemento gerador absoluto. Assim é que na Gênese se lê: "O Espírito de Deus era levado sobre as águas ; flutuava sobre as águas ; - Que o firmamento seja feito no meio das águas ; - Que as águas que estão debaixo do céu se reúnam em um só lugar e que apareça o elemento árido ; - Que as águas produzam animais vivos que nadem na água e pássaros que voem sobre a terra e sob o firmamento." Segundo essa crença, a água se tornara o símbolo da natureza material, como o Espírito era o da natureza inteligente. Estas palavras: "Se o homem não renasce da água e do Espírito, ou em água e em Espírito", significam pois: "Se o homem não renasce com seu corpo e sua alma." E nesse sentido que a principio as compreenderam.

                Nascer de Novo : Sem sequer considerar as dificuldades linguísticas que o grego apresenta ao usar "anothen", que tanto pode significar “de novo” como “do alto”, podemos ver que a palavra grega empregada por João significa “de novo”. E Por que ? Ora, Nicodemos indaga como pode nascer pela segunda vez um homem velho se poderá voltar para o ventre materno". Esta pergunta revela que o mestre de Israel entendeu "de novo" sem a menor dúvida. O Rabbi não retira o que disse: ao contrário, confirma-o, especificando que o nascimento deverá ser "DE água e DE espírito" ( como no grego original e sem artigo ). E repete: É necessário nascer de novo. Reparem: A Tradução é : Nascer DE água e DE Espírito. E não “DA água e DO Espírito”, como está traduzido nas Bíblias atuais.


                Ah!   Mas poderiam dizer : "Esses detalhes não mudam em nada o ensinamento da Bíblia". Bem, só não vê quem não quer. O Estudo apurado e criterioso é fundamental neste caso. Se não dermos atenção a esses "detalhes" correremos o risco de camuflar o verdadeiro sentido dos Textos Bíblicos.


                A essa indagação, longe de protestar que não era isso o que queria dizer, Jesus insiste e confirma suas palavras: " é o que te disse : indispensável se torna que o homem nasça DE água ( isto é, materialmente, com o corpo denso, dado que o nascimento físico é feito através da bolsa d 'água do liquido amniótico) e DE espírito " ( ou seja, que adquira nova personalidade no mundo terreno, em cada nova existência, a fim de progredir ). Se Nicodemos entendeu à letra as palavras de Jesus, o Mestre as confirma à letra e reforça seu ensino. Com efeito, o espírito, ao reentrar na vida física, pode ser considerado novo espírito que reinicia suas experiências esquecido de todo o passado. Em grego não há artigo diante das palavras "água" e "espírito". Não é, portanto, nascer DA água ( o artigo definido, se houvesse na passagem em grego, tornaria o substantivo específico ) do batismo, nem DO espírito, mas DE água ( por meio da água ) e DE espírito ( pela reencarnação do espírito ).


                Na Bíblia, a Reencarnação só não encontra base para aqueles que não estudam a Bíblia com a devida atenção e cuidado. Apenas a leem.


OBS : A tradução de Osterwald está conforme o texto primitivo ( excetuando o problema das preposições DE e DA ). Diz: “Não renasce da água e do Espírito”; a de Sacy diz: do Santo Espírito; a de Lamennais: do Espírito Santo. À nota de Allan Kardec, podemos hoje acrescentar que as modernas traduções já restituíram o texto primitivo, pois que só imprimem “Espírito” e não Espírito Santo. Examinamos a tradução brasileira, a inglesa, a em esperanto, a de Ferreira de Almeida, e todas elas está somente “Espírito”.

Além dessas modernas, encontramos a confirmação numa latina de Theodoro de Beza, de 1642, que diz: “...genitus ex aqua et Spiritu...” “...et quod genitum est ex Spiritu, spiritus est.” É fora de dúvida que a palavra “Santo” foi interpolada, como diz Kardec. - A Editora da FEB, 1947.

Tal interpretação se justifica, aliás, por estas outras palavras : O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito. Jesus estabelece aí uma distinção positiva entre o Espírito e o corpo. O que é nascido da carne é carne indica claramente que só o corpo procede do corpo e que o Espírito independe deste.

O Espírito sopra onde quer; ouves-lhe a voz, mas não sabes nem donde ele vem, nem para onde vai: pode-se entender que se trata do Espírito de Deus, que dá vida a quem ele quer, ou da alma do homem. Nesta última acepção - “não sabes donde ele vem, nem para onde vai - significa que ninguém sabe o que foi, nem o que será o Espírito. Se o Espírito, ou alma, fosse criado ao mesmo tempo que o corpo, saber-se-ia donde ele veio, pois que se lhe conheceria o começo. Como quer que seja, essa passagem consagra o princípio da preexistência da alma e, por conseguinte, o da pluralidade das existências.

Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam; - pois que assim o profetizaram todos os profetas até João, e também a lei. - Se quiserdes compreender o que vos digo, ele mesmo é o EIias que há de vir. - Ouça-o aquele que tiver ouvidos de ouvir. (S. MATEUS, cap. XI, vv. 12 a 15.)

Se o princípio da Reencarnação, conforme se acha expresso em S. João, podia, a rigor, ser interpretado em sentido puramente místico, o mesmo já não acontece com esta passagem de S. Mateus, que não permite equívoco: ELE MESMO é o Elias que há de vir. Não há aí figura, nem alegoria: é uma afirmação positiva. - " Desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência. " Que significam essas palavras, uma vez que João Batista ainda vivia naquele momento ? Jesus as explica, dizendo: " Se quiserdes compreender o que digo, ele mesmo é o Elias que há de vir. " Ora, sendo João o próprio Elias, Jesus alude à época em que João vivia com o nome de Elias. " Até ao presente o reino dos céus é tomado pela violência " : Outra alusão à violência da lei mosaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para que os demais ganhassem a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus, ao passo que, segundo a nova lei, o céu se ganha pela caridade e pela brandura.

E acrescentou: Ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir. Essas palavras, que Jesus tanto repetiu, claramente dizem que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades.

Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão. Despertai do vosso sono e entoai louvores a Deus, vós que habitais no pó; porque o orvalho que cai sobre vós é um orvalho de luz e porque arruinareis a Terra e o reino dos gigantes. (ISAÍAS, cap. XXVI, v. 19.)

E também muito explícita esta passagem de lsaías: "Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo." Se o profeta houvera querido falar da vida espiritual, se houvera pretendido dizer que aqueles que tinham sido executados não estavam mortos em Espírito, teria dito: ainda vivem, e não: viverão de novo. No sentido espiritual, essas palavras seriam um contrassenso, pois que implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam a negação das penas eternas, pois que estabelecem, em princípio, que todos os que estão mortos reviverão.

Mas, quando o homem há morrido uma vez, quando seu corpo, separado de seu espírito, foi consumido, que é feito dele ? - Tendo morrido uma vez, poderia o homem reviver de novo ? Nesta guerra em que me acho todos os dias da minha vida, espero que chegue a minha mutação. ( JOB, cap. XIV, v. 10,14. Tradução de Le Maistre de Sacy ).

Quando o homem morre, perde toda a sua força. expira. Depois, onde está ele? – Se o homem morre, viverá de novo ? Esperarei todos os dias de meu combate, até que venha alguma mutação ? (ID. Tradução protestante de Osterwald.)

Quando o homem está morto, vive sempre ; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo. (ID. Versão da Igreja grega.)

Nessas três versões, o princípio da pluralidade das existências se acha claramente expresso. Ninguém poderá supor que Job haja querido falar da regeneração pela água do batismo, que ele de certo não conhecia. " Tendo o homem morrido uma vez, poderia reviver de novo ? " A ideia de morrer uma vez, e de reviver implica a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja grega ainda é mais explícita, se é que isso é possível : " Acabando os dias da minha existência terrena, esperarei, porquanto a ela voltarei ", ou, voltarei à existência terrestre. Isso é tão claro, como se alguém dissesse : " Saio de minha casa, mas a ela tornarei."

" Nesta guerra em que me encontro todos os dias de minha vida, espero que se dê a minha mutação." Job, evidentemente, pretendeu referir-se à luta que sustentava contra as misérias da vida. Espera a sua mutação, isto é, resigna-se. Na versão grega, o termo "esperarei" parece aplicar-se, preferentemente, a uma nova existência : " Quando a minha existência estiver acabada, esperarei, porquanto a ela voltarei." Job como que se coloca, após a morte, no intervalo que separa uma existência de outra e diz que lá aguardará o momento de voltar.

Não há, pois, duvidar de que, sob o nome de ressurreição, o princípio da reencarnação era ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus, ponto que Jesus e os profetas confirmaram de modo formal ; donde se segue que negar a Reencarnação é negar as palavras do Cristo. Um dia, porém, suas palavras, quando forem meditadas sem ideias preconcebidas, reconhecer-se-ão autorizadas quanto a esse ponto, bem como em relação a muitos outros.

A essa autoridade, do ponto de vista religioso, se adita, do ponto de vista filosófico, a das provas que resultam da observação dos fatos. Quando se trata de remontar dos efeitos às causas, a reencarnação surge como de necessidade absoluta, como condição inerente à Humanidade, ou seja, como lei da Natureza. Pelos seus resultados, ela se evidencia de modo, por assim dizer, material, da mesma forma que o motor oculto se revela pelo movimento. Só ela pode dizer ao homem donde ele vem, para onde vai, por que está na Terra, e justificar todas as anomalias e todas as aparentes injustiças que a vida apresenta.

Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências, são ininteligíveis, em sua maioria, as máximas do Evangelho, razão por que hão dado lugar a tão contraditórias interpretações. Está nesse princípio a chave que lhes restituirá o sentido verdadeiro.


3) “...O Espiritismo afirma que o espírito mantém a aparência de sua encarnação mais recente “.

REFUTAÇÃO : O espírito pode manter a aparência de sua encarnação mais recente. E é fato que muitos mantêm essa aparência, mas nada impede a um Espírito de Escol mudar sua aparência de tal forma que o Espírito adquiria um o aspecto de uma encarnação vivida há muitos séculos atrás, anterior mesmo a sua encarnação mais recente.


4) SAUL E A MÉDIUM - Esta passagem bíblica também é usada por Kardec como confirmação da doutrina da comunicação com os espíritos dos mortos ( 1 SAMUEL 28 ). Saul queria guerrear contra os seus inimigos, os Filisteus. Ansioso por uma resposta de Deus sobre a possibilidade de vitória, consulta a Deus mas o Senhor não lhe responde, devido à sua constante desobediência ( ver 1 SAMUEL 15. 16 a 23 / 1 SAMUEL 28. 6 ). Então decide consultar uma médium ( 1 SAMUEL 28. 7 ), mesmo tendo expulsado todos os médiuns e adivinhos de Israel, de acordo com a Lei do Senhor ( 1 SAMUEL 28. 3 / LEVÍTICO 19. 31 e 20. 6 e 27 ). O Rei Saul então procura uma médium na cidade de En-dor e pede que o espírito do profeta Samuel seja invocado. “E não é de admirar; porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.” ( 2 CORÍNTIOS 11. 14 ) Além do mais, esta atitude desobediente de Saul foi responsável por sua derrota e morte diante dos filisteus. “Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do SENHOR, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante ( médium ) e não ao Senhor...” ( 1 CRÔNICAS 10. 13 )

REFUTAÇÃO : Existiu, e por muito tempo ainda existirá, uma mistura de consulta a videntes, búzios, cartas, etc com a comunicação de Espíritos revelada por Kardec. O Kardecismo não aconselha a ninguém a procurar o conhecimento do futuro, de antemão, pois temos uma missão a cumprir ( não confundir com destino ) e não devemos usar de subterfúgios para nos desvenciliarmos de nossas tarefas.

Essa passagem da Bíblia nada tem a ver com o Espiritismo revelado por Kardec. Se o formulador da questão tivesse, ao menos, noções rudimentares dos princípios Espíritas, não os confundiria com as seitas afro, como a Quimbanda e embusteiros que existem de toda sorte, como adivinhos, encantadores, pessoas que indagam aos mortos sobre o futuro, etc, os quais se utilizam de práticas pseudo-espirituais para iludir os incautos em sua boa-fé. Nigromancia ou Necromancia, significam adivinhação pela invocação dos espíritos ou magia negra. Isto nada tem a ver com os ensinamentos preceituados pela codificação realizada por Kardec em seus livros.


5) “...Contudo, a Bíblia não se contradiz, e afirma que não há comunicação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Jesus Cristo ensinou a impossibilidade de contato com os mortos: “E além de tudo, está posto um grande abismo entre nós ( os vivos ) e vós ( os mortos ), de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós.” ( LUCAS 16. 26 ).

REFUTAÇÃO : No versículo 26, temos : “...Demais, grande abismo existe entre nós e vós, de modo que os que querem passar daqui para lá não o podem, como também não se pode passar de lá para cá”.

Tal abismo deve ser entendido como exprimindo a impossibilidade em que se encontram os Espíritos superiores de se porem em contato direto com os Espíritos inferiores, em função da diversidade das vibrações que se repelem mutuamente. Porém, não se deve concluir que há impossibilidade de se ajudar àqueles que sofrem. Isso é feito por intermédio de outros Espíritos que, menos graduados, podem se aproximar dos que se encontram numa situação de angústia e cercá-los dos cuidados de que necessitem.

Pela mesma razão, os espíritos inferiores não podem elevar-se aos planos onde pairam os bons espíritos, sem que antes se processe a depuração dos males que praticaram, através do arrependimento e sincera disposição para o bem.

- No versículo 27 temos : “...Disse o rico : “...Eu então te suplico, pai Abraão, que o mandes à casa de meu pai... para lhes dar testemunho destas coisas ...”

A hipótese desse pedido, formulada na parábola, mostra ser real a crença na comunicabilidade dos mortos ( o rico ) com os vivos ( os parentes do rico ), crença que de fato, era corrente entre os judeus.

A tal pedido, porém, responde Abraão, mostrando ser absolutamente inútil, como ainda hoje se comprova também inútil toda e qualquer comunicação dos espíritos com os sistematicamente incrédulos. Realmente, de que serviria aos irmãos do rico, os quais também eram dominados pelo egoísmo, ouvirem advertências do espírito de Lázaro ou de qualquer outro desencarnado ? Responderiam com um encolher de ombros, considerando alucinação ou sonho a aparição que pudessem ver.


6) “Respondeu-lhe Tomé: SENHOR MEU E DEUS MEU!” ( JOÃO 20. 28 ) Aqui, o Apóstolo Tomé chama o Cristo ressurreto de DEUS. Tal afirmação não é contestada por Jesus. Se ele não fosse de fato Deus, não deveria ter Ele repreendido a Tomé ? Ou será que um espírito PURO ensinaria mentiras ? Isto seria uma CONTRADIÇÃO das doutrinas espíritas, pois vemos que um ESPÍRITO PURO É MORALMENTE PERFEITO.

REFUTAÇÃO : Para melhor apreenderem o que dizia, Jesus não se afastava muito das ideias correntes da época, quanto à forma das expressões literais e de impacto, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente naqueles tempos. Jesus não podia de um só golpe destruir crenças fantasiosas. Ele encontrava-se, pois, na impossibilidade de os iniciar no verdadeiro estado das coisas; mas não querendo, por outro lado, com sua autoridade, confirmar essas ideias, absteve-se de os corrigir, deixando essa missão para o tempo. Ressurreto de Deus podia e pode ser entendido tanto como a ressurreição como manifestação de Deus. Portanto qual é a dificuldade de se entender Jesus como filho de Deus ?


7) É impossível conciliar o Cristianismo com o Espiritismo. Por isso, não existe Espiritismo Cristão, visto que o Espiritismo NEGA a cruz de Jesus e seu sacrifício por nós.

REFUTAÇÃO : Realmente fica impossível ao formulador das questões conciliar Espiritismo com Cristianismo, pois Ele, na condição de opositor , não poderia assumir outra posição. É evidente que o Cristo de Deus é o Salvador da Humanidade, oferecendo sua Mensagem de vida eterna como roteiro, como o caminho e a verdade que Ele mesmo se proclamou. Ele é exemplificação e modelo, mas compete a cada criatura seguir o caminho indicado, com esforço, com amor, com dedicação e não ficar de braços cruzados, uma vez que já estaria salvo pelo sacrifício de Jesus no Calvário. Pregar que a redenção da criatura se faz unicamente pela cruz e não pelo esforço de cada um, é incentivar a indiferença pela vida, igualando bons e maus. É, igualmente, desprezar a Justiça Divina, na sua função de dar a cada um segundo suas obras, como ensinou o Cristo. Repito : Como ensinou Cristo.


8) Sabemos que Adão foi o primeiro homem criado por Deus, e que, por ele ter pecado, o pecado se transferiu a todos os seus descendentes, pois todos descendem de Adão ( ROMANOS 5. 12 ). Mas não é assim que o Espiritismo ensina. A própria existência de Adão, como primeiro ser humano criado por Deus, é negada: “A espécie humana começou por um único homem ? Não ; aquele a quem chamais Adão não foi o primeiro, nem o único a habitar a Terra... Muitos, com mais razão, consideram Adão um MITO ou uma ALEGORIA que personifica as primeiras idades do mundo.

REFUTAÇÃO : Veja o que diz um Padre Católico a respeito. Os Católicos, como sabemos, têm por ensinamento básico, a existência de Adão e Eva :

Perguntas de uma leitora :

A)
Ouvi um padre dizer que a história de Adão e Eva, contada na Bíblia, não é verdadeira. A Bíblia não é a palavra de Deus ? Em que devo acreditar ?

Respostas dadas por João A. Mac Dowell S.J, do site : www.redemptor.com.br

Você provavelmente não entendeu bem o que o padre disse. A história de Adão e Eva é verdadeira, sem dúvida, mas não deve ser compreendida ao pé da letra. Por exemplo, quando Você canta o hino nacional, diz que o Brasil está "deitado eternamente em berço esplêndido". Ninguém vai pensar que existe um berço enorme onde o Brasil está deitado. Mas, através dessa linguagem poética, o autor do hino exprime uma verdade: os brasileiros vivem dentro de um território magnífico, comparável ao berço onde se põe uma criança.

Assim também a Bíblia usa símbolos concretos para explicar coisas espirituais que não podemos ver. Ela diz que Deus formou o homem do pó da terra e insuflou em suas narinas um sopro de vida (Gen 2,7). Mas não pretende que se acredite que Deus tem mãos como nós para modelar uma imagem e que o sopro de sua boca deu vida a uma estátua de barro. É apenas um modo de dizer, utilizado na Bíblia, para revelar verdades muito profundas sobre a nossa vida. Quer dizer em primeiro lugar que somos criados por Deus: nossa existência é um presente gratuito dele. Não existimos por acaso, nem somos donos da nossa vida, mas a recebemos de Deus. Ele nos criou à sua imagem e semelhança (Gen 1,27), num gesto de amor, para nos comunicar a sua vida e felicidade. O ser humano será feliz à medida que reconhece Deus como seu criador, i.e. colabora com o plano de Deus para que reine a justiça e a paz em toda a família humana.

A história bíblica da criação do mundo contém ainda muitas verdades importantes para nossa vida. Por exemplo. Tudo o que Deus fez é bom: o mal não vem de Deus. A pessoa humana é o ponto alto da criação: tudo o mais no céu e na terra foi criado para o nosso bem. O ser humano não é um espírito que está provisoriamente aprisionado na matéria: ele faz parte deste mundo e na sua totalidade, corpo e alma, foi criado por Deus, como sua imagem. Homem e mulher foram criados por Deus, para se ajudarem e completarem. O homem não é superior à mulher. Os dois merecem o mesmo respeito.

Este é o verdadeiro sentido da história de Adão e Eva. A Bíblia não é um livro científico nem uma história como qualquer outra. É um livro religioso. Só pode ser entendida quando Você procura nela a mensagem de Deus para sua vida.

B) Segundo a Bíblia, o primeiro homem e a primeira mulher foram criados por Deus. Mas a ciência diz que a espécie humana surgiu de outros animais através da evolução. No que devo acreditar ?

Resposta :

Não existe contradição entre a verdadeira fé e a verdadeira ciência. Elas tratam da origem do ser humano sob aspectos diversos. Quando a Bíblia diz que o mundo foi criado em seis dias ou que Deus formou Adão do pó da terra e Eva de uma costela de Adão, está usando uma linguagem simbólica, como quando o marido chama sua mulher de "meu coração". O ensinamento da Bíblia não é uma explicação científica da origem da espécie humana, mas uma mensagem religiosa sobre o sentido de nossa vida. Nem por isso deixa de ser verdadeiro, como é verdadeira a declaração de amor do marido à mulher.

Portanto, não há nenhuma oposição entre a narração bíblica e a ciência, quando esta afirma que a evolução do universo desde a sua origem até o aparecimento da vida humana levou bilhões de anos. Nem é contrário à fé cristã admitir que o ser humano surgiu por evolução a partir duma série sempre mais perfeita de animais, chamados pelos cientistas primatas e antropoides. São teorias científicas hoje bastante aceitas. Você como cristão não é obrigado nem a aceitar nem a recusar a teoria da evolução. Também não precisa acreditar que o primeiro homem se chamou Adão e a primeira mulher Eva, porque não é isso que Deus nos quer ensinar através da Bíblia. Adão em hebraico significa simplesmente " homem " e Eva significa " mãe dos viventes ".


9) “... Aqui, o Espiritismo ensina que se deve orar para espíritos, sendo estes mediadores entre os homens e Deus. Isto nada mais é do que ensinar o POLITEÍSMO ( existência de vários deuses ) que existia nas antigas religiões, como por exemplo, na Grécia e Roma antigas. Na antiga religião pagã de Roma, Júpiter era o deus supremo. Os homens só possuíam acesso a ele através de outros deuses menores ( Mercúrio, Diana, Netuno... ), que lhe transmitiam as súplicas. O Espiritismo, ao afirmar a necessidade de muitos mediadores entre Deus e os homens, CONTRADIZ SUA PRÓPRIA DOUTRINA, que ensina a ONIPRESENÇA DE DEUS: “Ele ( Deus ) está em toda parte, tudo vê, a tudo preside, mesmo as coisas mais mínimas.” Allan Kardec: “A Gênese”, cap. 2, item 20. Sendo Deus onipresente, porque é necessário orar para espíritos? Porque não orar diretamente a Deus? NOVAMENTE, MAIS CONTRADIÇÕES. “As ( religiões ) que não atribuíram a Deus a onipotência imaginaram muitos deuses.” Allan Kardec: “A Gênese”, cap. 2, item 8.

REFUTAÇÃO : A afirmação acima ( “... Aqui, o Espiritismo ensina que se deve orar para espíritos ) está errada e não possui fundamento. O Espiritismo não ensina que devemos rezar PARA Espíritos. O que foi dito, é que os Espíritos superiores ouvem as preces feitas em nome de Deus e procuram, na medida do merecimento do orador, realizar suas aspirações, de acordo com a vontade e permissão de Deus.

Se fosse assim, como disse o formulador da questão, então os católicos seriam o povo mais politeísta do mundo, pois muitos são devotos e rezam para São Jorge, Santo Antônio, Santa Rita, Padre Cícero, etc, etc. Como explicar esse fato ? E quando se ora pela intercessão de Padre Cícero, Santo Antonio, etc, estariam essas pessoas rejeitando a supremacia de Deus ???


10) “...De acordo com o Espiritismo, Deus é um ser cruel, incapaz de perdoar, mesmo havendo arrependimento.”

REFUTAÇÃO : O formulador da questão deveria procurar conhecer um pouco dos princípios de Kardec antes de emitir opiniões desprovidas de fundamento, arraigadas em preconceitos e ensinamentos baseados em fé cega ! E logo Ele que acredita no fogo do inferno, cujos tampos os anjos levantam para ver as contorções dos supliciados ; e Deus, sem piedade, ouve-lhes os gemidos por toda a eternidade... Quer crueldade maior do que essa ?

Imaginemos Hitler, que assassinou ( ou mandou assassinar ) cerca de 6 MILHÕES de seres humanos. SE ele chegasse ao final da vida ( não me refiro ao suicídio ) e dissesse chorando que estava arrependido de tudo, também Hitler iria para o Paraíso, como se nada tivesse acontecido ?

Quer dizer que basta se converter ( nem que seja no final da vida e por medo do inferno ), dizer que está arrependido de assassinar, estuprar, roubar, que imediatamente estará no paraíso ? Que religião boazinha !

Muitos convertidos de última hora acham EXATAMENTE ISSO, ou seja, interpretam literalmente dessa maneira. E com isso, a reforma íntima fica adiada para o final da vida, quando já aproveitaram bastante, fizeram tudo para se dar bem na vida, e quando chega o final, se arrependem, perdem perdão, chamam o padre para a extrema-unção e assim acham que vão para o Paraíso ...

É claro que Deus vê o íntimo de cada um e somente chamará para a Sua direita àqueles que REALMENTE seguiram os Seus ensinamentos. Mas o mal está naqueles que ingenuamente ( ou maliciosamente ) aplicam para si, de forma conveniente, alguns ensinamentos que dão margem às suas próprias interpretações.


11) Kardec esforçou-se muito em negar a existência do Céu. Ele ensina que o Céu seriam “os planetas habitados pelos espíritos evoluídos.” A respeito da existência de outros mundos habitados, ensina: “Segundo os espíritos, de todos os mundos que compõe o nosso sistema planetário, a Terra é dos de habitantes menos adiantados, física e moralmente. Marte lhe estaria ainda abaixo, sendo Júpiter superior de muito, a todos os respeitos. O Sol não seria habitado por seres corpóreos, mas simplesmente um lugar de reunião dos espíritos superiores... Muitos espíritos que na Terra animaram personalidades conhecidas, disseram estar reencarnados em Júpiter, um dos mundos mais próximos da perfeição...” Allan Kardec: “O Livro dos Espíritos”, cap. 4, item 188 ( 1 ). Está comprovado, sem sombra de dúvida, que NENHUM outro planeta do sistema solar possui uma civilização. Contudo, os “espíritos da verdade” de Kardec ensinam que TODOS os 9 planetas do sistema solar são possuidores de civilização! Uma vez, indaguei um senhor espírita a respeito disso, e ele me respondeu que os mundos “eram habitados espiritualmente, e por isso a ciência não pôde detectar os habitantes”. Porém, a passagem citada acima deixa claro que SOMENTE O SOL NÃO SERIA HABITADO POR SERES CORPÓREOS e que os habitantes de Marte seriam inferiores aos terráqueos. Portanto, deveriam ser detectáveis. Ensina ainda mais o Espiritismo: “Os espíritos não podem guiar descobertas nem investigações científicas.” Allan Kardec: “O Céu e o Inferno”, cap. 10, item 10, parágrafo 10. QUANTA CONTRADIÇÃO! O Espiritismo não cessa em condenar a si mesmo! Este tipo de informação errônea continua sendo ensinada pelo Espiritismo, sem qualquer questionamento. É de se esperar que mentiras deste tipo façam parte das doutrinas espíritas, pois sua fonte é enganosa. “.

REFUTAÇÃO : Certamente a contradição existirá na mente daqueles que ignoram todas as verdades relativas ao Espiritismo. Essas pessoas, de maneira até raivosa, tentam a todo custo, contradizer os princípios Espíritas, mas em função do seu desconhecimento, incorrem em erros grosseiros, senão vejamos :

Por Corpóreo, não se deve entender como corpo de carne, o qual compõe os seres que habitam o planeta Terra. O formulador da questão parece se ater somente nos Livros de Kardec para refutar o Espiritismo, esquecendo-se que tal livro foi escrito no século 19. Sem dúvida, os Livros de Kardec forma a base para o estudo da Doutrina. Porém, de lá para cá, surgiram eminentes e respeitáveis estudiosos do Espiritismo, como Hernani Guimarães, o qual formulou a teoria do Psi-Quântico, o qual trata de algumas ideias qualitativas da Mecânica Quântica para o que seria a “matéria-Psi” ou matéria de que são constituídas as Entidades no plano espiritual, a qual se difere radicalmente do corpo de carne. Se ele quiser entender um pouco mais sobre o assunto, recomendo a leitura do Livro : Psi Quântico, uma extensão dos conceitos quânticos e atômicos à ideia do Espírito. São Paulo, 1989. Editora Pensamento.

Certamente, em qualquer planeta do sistema solar, não encontraremos vida semelhante à nossa, uma vez que os habitantes desses planetas não possuem constituição corpórea igual a nossa e nem precisam dos meios que Nós utilizamos para viver. Pensar assim, é ter uma visão estreita da dimensão dos planos de Deus para o Universo. Por que Deus faria tantos planetas desabitados ? Por simples capricho ? Não haveria algum motivo ? O raciocínio é elementar ...


12) O Espiritismo também nega a existência do Inferno. “De acordo, então, com o que vindes a dizer, o inferno e o paraíso não existem, tais como o homem os imagina ? São simples alegorias: por toda a parte há espíritos ditosos e inditosos... A localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe.” Allan Kardec : “O Livro dos Espíritos”, parte 4, cap. 2, item 1012. CONTUDO, JESUS CRISTO CONFIRMOU A EXISTÊNCIA DO INFERNO. Ora, ninguém se engane. Jesus Cristo não deixou dúvidas quanto à existência do Inferno. “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer NO INFERNO tanto a alma como o corpo.” ( MATEUS 10. 28 ) São muitas referências que Ele fez ao lugar de tormento eterno. Nelas, não há nenhuma alegoria. As expressões são claras: “...e estará sujeito ao inferno de fogo.” ( MATEUS 5. 22 ) “...e não seja todo o teu corpo lançado no inferno.” ( MATEUS 5. 29 ) “...e não vá todo o teu corpo para o inferno.” ( MATEUS 5. 30 ), “...temei antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.” ( MATEUS 10. 28 ), “Descerás até o inferno.” ( MATEUS 11. 23 ), “... o tornais filho do inferno.” ( MATEUS 23. 15 ), “...como escapareis da condenação do inferno?” ( MATEUS 23. 33 ), “No inferno, estando em tormentos.”( LUCAS 16. 23 ), “...ires para o inferno, para o fogo inextinguível.” ( MARCOS 9. 43 ), “...e tenho as chaves da morte e do inferno.” ( APOCALIPSE 1. 18 ) ( ver também: MATEUS 16. 18, MATEUS 18. 9, MATEUS 25. 41 e 46, MARCOS 9. 45, MARCOS 9. 47, LUCAS 10. 15, LUCAS 12. 5, 2 PEDRO 2. 4, APOCALIPSE 20. 10 e 15, DANIEL 12. 2, SALMO 9. 17 ).

REFUTAÇÃO : Por que Deus, O infinitamente bom, justo e misericordioso faria alguns Espíritos para serem perdidos, lançados ao fogo eterno e outros para passarem à eternidade e contemplar o sofrimento daqueles que poderiam mesmo ser conhecidos e parentes ? Se soubéssemos que um pai ou irmão fosse lançado ao “fogo do inferno” eternamente, nós teríamos paz ? mesmo vivendo num “paraíso” ?

A ideia de que teremos um julgamento definitivo, após uma só vida, leva-nos a crer em um Deus perverso e maligno, sádico e vingativo, e que se apraz em dar vida a criaturas que serão um dia lançadas no inferno, sofrendo para sempre ( "per omnia saecula saeculorum" ), embora Ele já soubesse disso com antecedência ( pois é onisciente ), quando as criou.

O inferno cristão tomou formas com base no inferno pagão. E este, descrito e dramatizado pelos poetas, foi o modelo mais grandioso do gênero, e perpetuou-se no seio dos cristãos. Ambos têm o fogo material por base de tormentos, como símbolo dos sofrimentos mais atrozes. Mas, coisa singular ! Os cristãos exageraram em muitos pontos o inferno dos pagãos. Se estes tinham o tonel das Danaides, a roda de Íxion, o rochedo de Sísifo, eram estes suplícios individuais ; os cristãos, ao contrário, têm para todos, sem distinção, as caldeiras ferventes cujos tampos os anjos levantam para ver as contorções dos supliciados, e Deus, sem piedade, ouve-lhes os gemidos por toda a eternidade... ( pasmem ! ! ! ).

Esta mistura de ideias cristãs e pagãs nada tem de surpreendente. Jesus não podia de um só golpe destruir crenças tão fantasiosas. Ele encontrava-se, pois, na impossibilidade de os iniciar no verdadeiro estado das coisas; mas não querendo, por outro lado, com sua autoridade, confirmar essas ideias, absteve-se de os corrigir, deixando essa missão para o tempo. Ele limitou-se a falar vagamente da vida bem-aventurada, dos castigos reservados aos culpados, sem se referir jamais nos seus ensinos a castigos e suplícios corporais, que constituíram para os cristãos um artigo de fé. Eis aí como as ideias do inferno pagão se perpetuaram até aos nossos dias.

Inferno, na sua concepção literal, com a ideia de martírio sem fim provocado pela tortura do fogo eterno só existe nas mentes limitadas pelo autoritarismo do sacerdócio romano e suas vertentes. Aliás, a ideia de penas, punição e castigo coaduna bem com os métodos totalitários impostos pela Igreja durante séculos. E ainda hoje querem impor tal absurdo, o qual só prospera quando encontra pessoas ingênuas dispostas a aceitá-lo.

Todos temos consciência das formas e alegorias que Jesus se utilizava para advertir às pessoas que O cercavam. : Em S. Mateus, Cap. XXV, vv. 31 a 46, a expressão : “ Afastai-vos de mim, malditos e ide para o fogo eterno ...” merece uma reflexão compatível com o ímpeto das Suas advertências.

Neste quadro que Jesus traçou do juízo final, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura ou alegoria. Os homens como quem Jesus falava, ainda eram incapazes de compreender as questões puramente espirituais. Cristo tinha, então, de apresentar imagens materiais chocantes e próprias a impressionar. Para melhor apreenderem o que dizia, Jesus não se afastava muito das ideias correntes da época, quanto à forma das expressões literais e de impacto, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente naqueles tempos.

Inferno, na realidade, condiz com uma condição interior do Espírito. É uma expressão simbólica de reprovação, arrependimento, sentimento de culpa e consciência do mal cometido, o que o leva a um sofrimento que comparamos figurativamente ao suplício do inferno. Inferno é, então, um estado mental de angústia, aflição e amargura que tem a duração proporcional à gravidade dos atos praticados pela má conduta do Espírito.


13) Contudo, Deus, em sua Palavra, SEMPRE CONDENOU AS PRÁTICAS ESPÍRITAS, também chamada de NECROMANCIA, ou seja, consulta e adoração de mortos. “E assim como aos homens está ordenado MORREREM UMA SÓ VEZ e, depois disto, o juízo.” ( HEBREUS 9. 27 )

REFUTAÇÃO :

REFUTAÇÃO :

                A passagem de Hebreus 9, 27 é citada inúmeras vezes, como argumento contra a reencarnação. Se o autor tivesse querendo dizer que temos uma só vida, por que ele não disse assim: ao homem está determinado viver uma só vez? Se usam desta passagem contra a reencarnação, nós poderemos usá-la contra a ressurreição. No Novo Testamento é narrada a ressurreição da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim e de Lázaro, se de fato houve essas ressurreições vale dizer que eles morreram DUAS vezes !!! E aí, como ficamos diante da afirmativa citada ?

                E se eles não morreram duas vezes, temos que procurá-los para colocar esses indivíduos no Guinness, o Livro dos Records, pois a essas alturas, eles teriam mais de 2.000 anos !!!


                Já tinha ouvido o comentário, de um detrator do Espiritismo, de que essas foram as exceções à Carta de Paulo aos Hebreus ...

                Exceções ??? Ora, não são só três. Essas são só as mais conhecidas. Como se não bastasse, há na Bíblia a narrativa de 8 (oito) casos de ressurreição ( retorno do espírito ao corpo que jazia morto ).

                3 (três) ocorreram no Velho Testamento : O primeiro está no I livro dos Reis, no capítulo 17, versículos 21 e 22 ; o segundo, no II livro dos Reis, no capítulo 4, versículos 32-37 ; e o terceiro, também no II livro dos Reis, no capítulo 13, versículos 20 e 21.

                Os outros 5 (cinco) casos são narrados no Novo Testamento. Três deles foram realizados por Jesus, e os outros 2 foram realizados por Pedro e por Paulo, respectivamente, narrados nos Atos dos Apóstolos, capítulo 9, versículos 36-42, e capítulo 20, versículos 7-12. Os realizados por Cristo são citados em Mateus, capítulo 9, versículos 18-25; Lucas, capítulo 7, versículos 11-17 e João, capítulo 11, versículos 1-43.

                Não restam dúvidas de que esses oito casos de ressurreição contrariam a passagem de Hebreus 9,27. Todavia, a Reencarnação não vai de encontro ao referido versículo, que é a pura expressão de uma Lei Divina irrevogável : A morte do corpo físico dá-se uma única vez e é um fenômeno irreversível.

                Pode-se, então, concluir que Deus abriu oito exceções a uma de Suas Leis ??? Ora, não é a verdade, porque a concessão de privilégios é atitude própria dos seres imperfeitos, como nós, os homens, mas não dos seres perfeitos, como Deus. É uma questão simples, de raciocínio lógico. Deus é imutável porque é perfeito, pois a onisciência é um de Seus atributos. Portanto, se Ele abre exceções, deixa de ser imutável. E se privilegia somente 8 seres humanos com uma segunda vida, no mesmo corpo de carne e no mesmo período terreno, está agindo com parcialidade, quando sabemos muito bem que Deus é um Ser imparcial, porque trata a todos igualmente. As desigualdades que existem no mundo são consequências dos atos e ignorâncias humanas.

                Ademais, o autor da passagem, não estava de forma alguma combatendo a reencarnação, não é o contexto da narrativa. Mas, por outro lado, não deixa de ser uma verdade, já que o corpo que possuímos em cada reencarnação realmente morre somente uma vez.

* Inicialmente, ninguém precisa acreditar na reencarnação como dogma, pois que ela existe, creiam os homens nela ou não. Da mesma maneira, não é pelo fato de alguns homens não crerem em DEUS que Ele deixará de existir.

* Um Espírito necessita conhecer e praticar o Bem, progredir, evoluir e subir tanto, tanto, que chegue, como diz Paulo na Epístola aos Efésios, a ser igual a JESUS. Eis suas palavras: "Até que todos cheguem à unidade da Fé, ao pleno conhecimento do FILHO DE DEUS, ao estado de homem feito à medida da estatura da plenitude do CRISTO' (Efésios, 4: 13).

* Ora, haverá homem sobre a face da Terra que tenha a pretensão de poder chegar até essa altitude numa só vida humana ? Percorrendo a história da Humanidade, APONTEM-NOS QUEM JÁ CHEGOU LÁ, EXCETO O PRÓPRIO JESUS ? No entanto Paulo diz: "...até que TODOS cheguemos..." TODOS ...

* Então se o Espírito necessita evoluir até esse ponto, evidentemente o fará por intermédio de muitas vidas no corpo, neste tabernáculo no qual habitamos temporariamente, no dizer de São Pedro (II Pedro, 1: 13 e 14).

* Ora, é fora de qualquer dúvida que cada homem só pode morrer uma vez...e depois disso vem o juízo que determinará para onde irá o Espírito : para as zonas de luz ou para as zonas de trevas. Só morreram "duas vezes", segundo a interpretação comum, aqueles que foram ressuscitados, como Lázaro... ninguém mais. Cada homem (conjunto de Espírito e corpo) só pode morrer uma vez. Porque, separado que esteja do corpo, não mais se poderá a ele se unir, a não ser por outro nascimento.

* Então qual a dificuldade de compreender-se, dentro da teoria da reencarnação, a frase de Paulo ? Nenhuma. Está certíssima : "É ordenado aos homens que morram uma só vez, e depois disso vem o juízo".

* Entretanto é inegável que o homem morre, ou seja, que a personalidade deixa de existir, naquela sua união terrena. E isso logicamente só pode OCORRER UMA VEZ em cada personalidade, em cada homem."

* Desaparece, então, a personalidade daquela vida terrena. Mas prossegue, em forma ainda invisível aos sentidos da maioria dos seres humanos, a parte eterna de todos nós: o Espírito imortal, a Individualidade. Diz o CRISTO que o Espírito sopra onde quer, isto é, manifesta-se onde for necessário à sua evolução, até integrar-se no Amor Universal, em DEUS. E isto, na Terra, se dá por meio das reencarnações.

                Além de tudo isso ( e por outro lado ), se formos analisar tudo ao pé da letra, ficaremos diante de uma contradição, senão vejamos : Se LOGO EM SEGUIDA à nossa morte, virá o juízo ( pressupõem-se que cada um terá um juízo após a sua morte ), qual a necessidade do JUÍZO FINAL, tão apregoado pelas Religiões Ortodoxas, se anteriormente já fomos julgados ? Será que se formos condenados ao "inferno" no primeiro juízo poderemos de lá sair quando do juízo final ? Ficam aí estas perguntas para quem quiser responder.


14) “Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio.” ( SALMO 115. 17 )“Não vos voltareis para os NECROMANTES, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes CONTAMINADOS por eles: Eu sou o Senhor vosso Deus.” ( LEVÍTICO 19. 31 ) “Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo.”( LEVÍTICO 20. 6 ) “Não se achará entre ti... adivinhador... nem NECROMANTE... nem quem consulte os mortos; pois TODO AQUELE QUE FAZ TAL COUSA É ABOMINAÇÃO AO SENHOR.” ( DEUTERONÔMIO 18. 10 a 12 )

REFUTAÇÃO : Tudo está devidamente respondido na Refutação à questão nº 4.


15) “... Ele continua afirmando existirem “ESPÍRITOS FALSÁRIOS QUE IMITAM TODAS AS CALIGRAFIAS” ( página 285 do “Livro dos Médiuns” ) e ainda imitam “TAMBÉM A LINGUAGEM DOS OUTROS” ( página 282 da mesma obra ). É ESTA A RELIGIÃO DA VERDADE, A TERCEIRA REVELAÇÃO DE DEUS ? Kardec ainda continua, revelando mais a respeito do Espiritismo: “Entre os espíritos, poucos há que tenham nome conhecido na Terra. Por isso é que , as mais das vezes, eles nenhum nome declinam. Vós, porém, quase sempre quereis um nome; então, para vos satisfazer, O ESPÍRITO TOMA O NOME DE UM HOMEM QUE CONHECESTES E A QUEM RESPEITAIS... ADOTANDO TAMBÉM OS NOMES MAIS APROPRIADOS A CAUSAR FORTE IMPRESSÃO.” Allan Kardec: “O Livro dos Médiuns” ( FEB, 20a ed.,1950, páginas 281 e 282 ) Afirmar, quanto ao nome com que esses espíritos se apresentam nas sessões, que “quanto mais venerável for o nome com que um espírito se apresente, tanto maior desconfiança deve inspirar” ( página 274 da mesma obra ), é colocar todo o sistema de invocação espírita, e, consequentemente, todo o Espiritismo, por terra. Como é possível, neste sistema de revelações, discernir o que é verdade e o que é mentira ? Quem estabelece o padrão de verdade a ser seguido? É por isso que somente a Bíblia, que é a Palavra de Deus, deve ser a única fonte e padrão da verdade. “

REFUTAÇÃO : Para uma pessoa leiga em Espiritismo e com incontida vontade de demonstrar que tudo o que vem do Espiritismo é falso, fica evidente que essa pessoa seria facilmente enganada por espíritos perturbadores, os quais estão espalhados por toda à parte, esperando uma oportunidade de encontrar pessoas incautas para lhes incutir o erro.

Ora, não existem falsos profetas, como diz a Bíblia ? Isso quer dizer que em qualquer religião, existirão também padres, pastores e outros dirigentes religiosos que não praticam aquilo que recomendam, ou seja, são falsos profetas aludidos na Bíblia. E por acaso, não devemos também nos precaver contra esses falsos padres, pastores e outros que se dizem representantes da palavra de Deus ?

Kardec, nessa ilustração quis apenas alertar para que tenhamos cuidado com espíritos perturbadores, os que falseiam a verdade. E isso é aplicável a todas as religiões, pois cada uma interpreta a seu modo, os ensinamentos da Bíblia.

Vale lembrar as inúmeras interpretações da Bíblia, dadas pelas atuais Religiões. Ouvimos com frequência Pastores e Padres dizerem, de forma orgulhosa, ao lerem a Bíblia : "Aqui está a Verdade da Palavra de Deus".

Deveriam essas mesmas pessoas terem a humildade de dizer de forma completa : "Aqui está a Verdade da Palavra de Deus, segundo a interpretação dos evangélicos e católicos, ou qualquer outra religião. Pois isso serve para todas as Religiões. Sim, cada uma delas possui a sua interpretação da Palavra de Deus, pois se assim não fosse, não haveria tantas Religiões no mundo.

Se os homens tivessem uma visão menos egoísta e interpretassem a Bíblia de uma forma mais homogênea, haveria uma redução drástica do número de Religiões hoje existentes, o que já seria suficiente para eliminar o orgulho de muitos Padres e Pastores, os quais se acham, invariavelmente, "Senhores absolutos da verdade". Mas qual Religião estaria reproduzindo com fidelidade os ensinamentos da Bíblia ? Com quem a Verdade estaria ? ...


16) Você, espírita, que estiver lendo este estudo, saiba que Deus te ama e tornou-se homem, assumiu forma de servo, passou por todas as limitações de um ser humano, sentiu fome, sede, cansaço, foi rejeitado, humilhado, espancado e finalmente, foi pregado em uma cruz, para que através deste supremo sacrifício de amor, você pudesse ser salvo de si mesmo, do seu pecado, dos pecados de todo o mundo, que tem causado tamanha destruição e sofrimento à humanidade. Não rejeite este Deus maravilhoso. Aceite o que Ele fez por você, aceite a Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador. "Eu sou o Senhor, e fora de Mim não há Salvador." ( ISAÍAS 43. 11 ).

Faça uma oração e diga: “Jesus, por muito tempo eu achei que te conhecia, mas estava enganado. Agora sei quem realmente és. Eu peço a ti que me receba e perdoe os meus pecados, que o Senhor tenha misericórdia de mim. Eu o quero, Jesus, como Senhor e Salvador da minha vida. Rejeito TODAS as mentiras do espiritismo. Obrigado por morrer em meu lugar na cruz. Ajuda-me a conhece-lo melhor. Muito obrigado Senhor Jesus. Amém.”

REFUTAÇÃO : A missão maior de Jesus, foi antes de tudo, mostrar o caminho da salvação e não nos dar a perfeição sem que nada tivéssemos feito por merecê-la. Não parece meio estranho sermos salvos porque algumas pessoas usaram de violência e mataram um inocente ?

Foi esse o prêmio que Jesus nos deu por O termos matado ? Prefiro crer que serei salvo porque Jesus viveu e não porque O matamos.

Desconheço a religião do formulador dessas questões. Mas a oração acima cabe perfeitamente a ele com pequenas alterações :

“Jesus, por muito tempo eu achei que te conhecia, mas estava enganado. Agora sei quem realmente és. Eu peço a ti que me receba e perdoe os meus pecados, que o Senhor tenha misericórdia de mim. Eu o quero, Jesus, como Senhor e Salvador da minha vida. Rejeito TODAS as mentiras da religião que eu professava. Obrigado, não por morrer em meu lugar na cruz, pois nada fiz para merecer o Paraíso. Obrigado sim por ensinar a despojar-me do orgulho e vaidade que me levaram a achar que era o dono da verdade. Ajuda-me a conhecê-lo melhor. Muito obrigado Senhor Jesus. Amém.”


17) "... Novamente, mais contradições e incoerências. Como pode o espírito progredir em suas existências corpóreas, se não se recorda de suas experiências anteriores? Como pode um estudante progredir, se a cada ano ele se esquece do que aprendeu nos anos anteriores? Esta teoria é ILÓGICA e ABSURDA! Se alguém cometeu um erro em uma vida, o que impede esta mesma pessoa de cometer o mesmo erro, já que ela não se recorda de coisa alguma? De que adiantaria viver várias vidas e ter várias experiências, se não é possível recorda-las? “

REFUTAÇÃO : Acho muito estranho alguém que se diz ex-espírita formular uma questão tão elementar para os Espíritas. Compreendo que, para as outras religiões, isso seja um pouco complicado, mas para uma pessoa que já viveu o Espiritismo, causa profunda estranheza Ele desconhecer o fato acima apontado, na questão 17. Será que Ele realmente conhece o Espiritismo ? Será que Ele realmente foi Espírita ?

Bom, passemos a análise : Um espírito ao reencarnar passa por um processo de ocultamento dos fatos passados, mas não o sentimento, caráter e personalidade que perdurou durante toda a sua vida. Se assim não fosse, como explicaríamos crianças, na mais tenra idade, demonstrar habilidades espantosas no campo artístico, intelectual, etc. Já ouvi falar de casos, e creio que muitas pessoas também já ouviram falar, de crianças com 3 ou 4 anos tocarem piano com uma destreza que poucos profissionais da área, com décadas de experiência, conseguem fazer. Tivemos um caso em Minas, de uma criança com 5 anos de idade que demonstrava conhecimentos de Geografia, matemática e conhecimentos gerais que realmente não eram condizentes com os seus poucos anos de vida. Existem escolas para esses super dotados. Como explicar que alguns seres humanos demonstram habilidades muito superior a média, e a demonstram já nos primeiros anos de vida ?

É claro que os incrédulos e descrentes da reencarnação dirão que cada pessoa é diferente da outra, por isso, as aptidões são diferentes. Isso é uma explicação simplória e cômoda de quem se opõe, a qualquer custo e de todas as formas, à reencarnação, pois quando dizem isso, na realidade não explicam absolutamente nada !

Por outro lado, se caso recordássemos claramente o que fizemos na última reencarnação, poderíamos, conforme cada caso, não ter paz e tranquilidade para levarmos nossa missão à frente.

Imagine que uma pessoa tenha assassinado uma outra pessoa, um inimigo, um concorrente, por um motivo fútil qualquer. Muito bem. Numa próxima encarnação, essas pessoas são postas para viverem juntas objetivando aplacar o sentimento de ódio e de vingança. Mas se elas soubessem que assassinaram ou foram assassinadas, elas poderiam viver num clima de harmonia, como manda a lei de Deus ? A pessoa que foi assassinada na outra vida não poderia, agora já na nova vida, despertar sentimentos de vingança para com seu algoz ?

                Continuemos com esse caso de assassinato. Digamos que um indivíduo tem, hoje, a consciência de ter assassinado uma pessoa, em existência passada. Ele saberá então que poderá "pagar na mesma moeda". Pergunto : Ele teria paz em sua vida, sabendo que a qualquer momento poderia ser morto por outra pessoa ??? Ou então, agiria de modo conformado e diria : "Bem, já que eu matei em outra encarnação, e para acabar logo com essa agonia que não me deixa em paz, então devo me expor a todos os perigos para que eu seja morto e assim saldar minha dívida. Dessa forma, saberei os motivos pelos quais estarei sendo assassinado !!!" ( Pasmem !!! ). Existe raciocínio mais absurdo ??? É assim que os detratores do Espiritismo querem que aconteça ??? É assim que esses detratores acham que se faria justiça ??? Se os indivíduos lembrassem de tudo o que fizeram no passado, teriam que conviver, conforme cada caso, com situações semelhantes a essas, o que seria absolutamente impossível e sem sentido !!!

Outro exemplo : Frequentemente nos deparamos com pessoas que vivem nas ruas, famintas e sem abrigo. São realmente pessoas carentes. Observo que são poucos os que param para dar uma esmola ou algum alimento. Esses poucos possuem sentimento de solidariedade e amor ao próximo. A maioria passa pelos mendigos e simplesmente os ignora, pensando consigo mesmas : “Se eu der dinheiro, eles vão se embebedar, comprar tóxico, etc “. Esse tipo de pensamento é cômodo, justifica a sua indiferença pelos mais carentes e alivia a consciência, não é mesmo ? Nem por um instante vem a mente dessas pessoas um sentimento fraterno de ajuda. Essas pessoas demonstram que não são capazes de agir, espontaneamente, com solidariedade e com amor ao próximo.

Mas se essas mesmas pessoas, com dureza no coração, soubessem que aquele mendigo (a) foi seu pai ou sua mãe na última encarnação, o ele que faria ? Certamente o acolheria. Mas isso seria realmente uma demonstração de amor ao próximo, como manda a Lei de Cristo ( amai-vos uns aos outros ) ou um sentimento exclusivo de filho para os pais ?

Jesus alude bem a esse problema. Observe as Suas Palavras em São MATEUS, cap. V, v v. 43 a 47 :

“Aprendestes que foi dito: Amareis o vosso próximo e odiareis os vossos inimigos.” Eu, porém, vos digo : “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos céus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que chova sobre os justos e os injustos. - Porque, se só amardes os que vos amam, qual será a vossa recompensa ? Não procedem assim também os publicanos ? Se apenas os vossos irmãos saudardes, que é o que com isso fazeis mais do que os outros? Não fazem outro tanto os pagãos ? ”

Pergunto : Preciso dizer mais ?


18)“... Ao contrário do que ensina Kardec, Satanás e seus demônios não são seres alegóricos; são reais, Satanás não é um ser incriado, não é eterno, não é poderoso como Deus, não foi criado para o mal e pode também fazer o bem, se isso ajudar em seus propósitos de engano e mentiras.”

REFUTAÇÃO : Existiriam mesmo demônios ?

O que se chama vulgarmente de demônios, são espíritos malignos que viveram aqui na terra, foram perversos e que continuam a fazer o mal. Eles realmente procuram nos prejudicar, quando encontram sintonia vibratória com as nossas más tendências. O que devemos fazer é manter, sempre que possível, bons pensamentos, elevação espiritual e preces a Deus. Com isso, esses espíritos perversos não encontrarão guarita em nossas vidas.

Mas e a Bíblia ? Ela realmente cita os termos demônio, satanás, etc. Como explicar esse fato ?

                Muito bem. Nas Passagens que Jesus assim se referia, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura ou alegoria. Os homens como quem Jesus falava, ainda eram incapazes de compreender as questões puramente espirituais. Cristo tinha, então, de apresentar imagens materiais chocantes e próprias a impressionar. Para melhor apreenderem o que dizia, Jesus não se afastava muito das ideias correntes da época, quanto à forma das expressões literais e de impacto, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente naqueles tempos. Se até hoje há divergências nos entendimentos das Palavras de Cristo, imagine naquela época !!!

                Além disso, a palavra Satan, em grego significa adversário. Diábolos, em latim, quer dizer opositor. A palavra demônio ( daimon ), na sua etimologia grega significa espíritos humanos ou almas, passando a ser, posteriormente, entendida como espíritos maus. Tanto que alguns autores do alvorecer do Cristianismo usavam a expressão "maus demônios", e um deles foi São Justino, martirizado em 165 D.C, e que escreveu a Obra "Apologia da Religião Cristã". Ora, como podem existir "maus demônios" ??? Isso significaria, por acaso, que também poderiam existir " bons demônios " ??? Daí se depreende que, na origem, a palavra demônio ( daimon, em grego ) tinha o significado claro de que era tão somente espíritos humanos E QUE POSTERIORMENTE, COM O PASSAR DOS SÉCULOS, os teólogos a transformaram exclusivamente em espíritos maus, perversos, de natureza diferente da humana.

                Logo, há que se interpretar as Passagens da Bíblia não em seu sentido literal e adaptado pelos teólogos, mas buscando a etimologia das palavras na origem. Tanto que Jesus disse ( João 8:44 ) : "Vós sois o diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio, e jamais se firmou na verdade..."

                Como se vê, o espírito maligno não era bom no início e depois se tornou mau pelo livre arbítrio ( Já havia comentado a etimologia grega e Latina das palavras satã, diabo e demônio ). Desde o princípio de sua existência nunca foram bons. Todos os espíritos começaram nas trevas da ignorância. O nosso ego, representando os nossos diabos, satãns, satanás, etc, sempre foi mau, desde o princípio, quando ele mesmo levou Caim a matar o seu irmão Abel, pois o seu ego não aceitava que Abel tivesse seus sacrifícios mais agradáveis a Deus. Seu orgulho e inveja do irmão ( adversário ) provenientes de seu ego ( Satan ) levaram-no ao fratricídio. E cremos que Jesus falou que o diabo é homicida desde o princípio. Jesus estava se referindo justamente ao ego ( satan ) de Caim, personagem que, na Bíblia, representa uma época do princípio da humanidade na Terra.

                Vejamos também, a seguinte análise, obtida de um estudioso da Religião Cristã :

ABRE ASPAS : “ Objetam que Cristo, nos Evangelhos e a Bíblia em geral falam muitas vezes dos demônios. É de fato, esse, o principal argumento em que se fundamenta a Teologia; e sem esta base, perderia muitíssimo do seu valor, a Tradição da existência do demônio.

Mas será esta mesma a intenção de Cristo, ou seja, afirmar a existência do demônio tal como a Tradição e o Magistério Eclesiástico o entendem ?

Os judeus e protestantes deixam muita liberdade na interpretação dessa tradição.

Por sua vez, como porta-vozes e intérpretes dessa Tradição, estão os Concílios e o Magistério da Hierarquia Eclesiástica. Mas nem tudo quanto afirmam os Concílios ou os pronunciamentos da Hierarquia da Igreja é infalível. Para que um Concílio seja infalível deve ser ecumênico ( da Igreja Universal com o Papa ); deve pretender definir com toda sua autoridade recebida de Cristo e diretamente aquela proposição.

Isto suposto, o que se afirma é que não existe definição papal ex-cátedra ou de algum Concílio Ecumênico claramente pretendida e direta, a respeito da existência dos demônios ( com respeito a possessões, intervenções, etc, certamente não há nenhum dogma ).

No texto do Concílio Lateranense IV, não há certeza nenhuma de que se pretenda dar alguma definição sobre a existência dos demônios. No texto Conciliar ("Os diabos foram criados por Deus bons por natureza ; eles, porém, fizeram-se maus pelo pecado") é realmente muito mais provável que se pretendesse condenar a teoria de que Deus fosse responsável pela criação de seres maus por natureza, como alguns pretendiam acerca dos demônios : tudo o que Deus criou é bom ; se alguém se torna mau é tão somente pelo uso indevido de sua liberdade.

Afirmar que com esse texto clara e diretamente se pretenda definir a existência do demônio, é no mínimo, discutível.

Portanto não é certo qualificar de herege a quem negar a existência dos demônios. Grandes teólogos negaram a possibilidade da possessão demoníaca. E o exorcismo não é uma lei disciplinar universal da Igreja. A bula que o proclamou tem apenas um sentido de exortação e não o obriga dogmaticamente em termos de fé, nem sequer como ordem disciplinar universal. Ela foi publicada no tempo das bruxarias e das superstições, quando a ciência não tinha condições de interpretar fatos de fundo parapsicológico e os atribuía ao diabo. A possessão de uma pessoa pelo demônio é filosoficamente e psicologicamente impossível.

Nunca vi uma pessoa emocionalmente equilibrada ficar possuída pelo "demônio". Só os histéricos, epilépticos e outros doentes acreditam estar possuídos. As mulheres parecem acreditar mais que os homens e a puberdade é a idade mais vulnerável a essas ilusões. Trata-se sempre de distúrbios psicofisiológicos.

É a ciência, e não a Igreja, que cabe dizer se um fato pertence ou não aos fenômenos naturais deste mundo.


Lúcifer!

Lúcifer é o príncipe dos diabos ???! De onde tiraram isso, queridos cristãos ?

Anglicanos, luteranos, evangélicos, metodistas, católicos... de onde vocês tiraram isso ?

Lúcifer só está uma única vez, em todo o Antigo Testamento (A.T) ., e Isaías (Is 14,12) compara a queda de Nabucodonosor, um rei muito brilhante, com a queda de Lúcifer, ( "que leva a luz, a estrela da manhã, o mais brilhante, o planeta Vênus, que desaparece de repente no céu ) . " Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva ! Como foste lançado por terra tu que prostravas as nações!" (Is 14,12)

Então Isaías compara a queda do rei Nabucodonosor a Lúcifer ! ( A queda do rei seria semelhante a queda da estrela da manhã, ou seja, planeta Vênus no céu ). E nós cristãos, sem estudar, convertemos Lúcifer, " caiu ? ", em um anjo rebelde. O chefe dos anjos rebeldes ! Teria havido uma guerra dos anjos ? os anjos bons capitaneados por São Miguel contra os anjos maus, capitaneados por Lúcifer e, como em todo filme, ganharam os bons e perderam os maus !

Cristãos, de onde vocês tiraram isso ? Onde isso está na Bíblia ? Onde está a guerra de anjos na Bíblia ?

Alguém pode dizer: " No apocalipse de São João ! " Realmente está ! São João compara, tudo metafórico ! Compara o dragão " com sete cabeças, com sete diademas... com sua calda derruba 1/3 das estrelas do firmamento, o antigo satã... da boca do dragão saem os maus profetas que ensinam doutrinas erradas ". O apocalipse é um livro de profecia, está descrevendo uma profecia para os cristãos ; não está descrevendo uma guerra de anjos, que teria havido antes da criação do mundo ( lenda ! ) Está se referindo a uma lenda do século II A.C., o livro de Enoc, um livro de lendas ; os judeus tinham muitas lendas e os primeiros cristãos, sem estudar pensaram que o livro de Enoc era um livro da Bíblia. Não é ! É um livro de lendas. Então os judeus diziam que todos os povos pagãos faziam guerras de deuses e pensaram : "Como é que pode haver guerras de deuses se só há um Deus ? ". Então, os cristãos converteram guerra de deuses em guerra de anjos, os bons capitaneados por São Miguel e os maus por Lúcifer. Isso é uma lenda !!!

Sabem quem São João compara à estrela da Manhã (Lúcifer) ?

São João no Apocalipse diz de Jesus ( Apocalipse 22, 16 ): " Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã."

Comparando Jesus ressuscitado com o brilho da estrela da manhã (Lúcifer).

Concluindo : Lúcifer não tem nada a ver com anjo rebelde e nem com Príncipe dos Demônios. A palavra Lúcifer significava a estrela da manhã, a estrela que mais brilha no céu a noite, e hoje sabemos que é o planeta Vênus.

E foi comparado por Isaias à queda do rei Nabucodonosor ( por sua rápida queda ) e comparado à Jesus Ressuscitado, por São João no Apocalipse por seu brilho intenso.

Quem é Satã no Antigo Testamento ?

É provável que haja relação da palavra hebraica satã com a posterior palavra árabe shaitan, que originalmente – ao que opinam alguns – significava serpente. Alguns povos vizinhos de Israel representavam seus ídolos sob a forma de serpente. Satã, serpente, ídolo seriam sinônimos. A serpente do paraíso seria assim compreendida de outro ângulo : representação de um ídolo, uma divindade.

A palavra satã nada tem a ver com os anjos caídos, ou demônios no conceito clássico cristão.

Em 15 oportunidades – dependendo das versões – aparece o termo satã no antigo testamento :

A) Com referência a Davi diziam os príncipes filisteus : " Não se volte contra nós no combate ". De acordo com o original hebraico seria: " Não se torne satã (inimigo) nosso no combate " (1Sm 29,4)

B) Davi aplica o termo satã aos homens que se opõem à vontade de Deus tentando o rei para que mate o benjaminita que o injuriou. Satã significa a oposição humana a Deus. A Bíblia de Jerusalém traduz por adversários do próprio Davi, no sentido de tentadores : " Davi disse : Que tenho eu convosco filhos de Sarvia, para que vos torneis hoje meus adversários ? Poderia ser alguém condenado à morte hoje em Israel ? " (2Sm 19,23)

C) A Bíblia de Jerusalém traduz simplesmente por adversário onde o original hebraico diz satã ; Salomão afirma que " agora não tenho satã nem infortúnio " ( 1Rs 5,18 ou 5,4 da Vulgata )

D) Pouco depois, já há dois satãs para Salomão. A palavra satã aparece três vezes. A Bíblia de Jerusalém volta a substituir satãs pelas palavras adversário e inimigo (1Rs 11,14.23.25)

E) No primeiro livro dos Reis (21,13) o termo satã qualifica duas falsas testemunhas. A Bíblia de Jerusalém traduz sua atitude em satã, por inescrupulosos. O salmo 108 (ou 107, 12-13) chama de satã os inimigos em geral e o acusador no julgamento. A Bíblia de Jerusalém emprega as palavras rejeição e opressão.

F) Igualmente satã é para o salmista, mais uma vez, um acusador no julgamento: "Designa um ímpio contra ele, que um acusador (satã) se poste à sua direita" (Sl 109,6)

G) Depois do exílio, satã personifica o promotor que no tribunal divino é encarregado de acusar. Iahweh " me fez ver Josué, sumo sacerdote, que estava de pé diante do Anjo de Iahweh e satã que estava de pé à sua direita para acusá-lo..." (Zc 3,1s). Imagina-se o Supremo Juiz como um rei terreno rodeado de sua corte. Dentre os servidores, um deles tem o cargo de satã, de acusador. Satã é um cargo, não uma pessoa. Não é um nome próprio, é um título.

H) O livro de Jó (1,6) refere que um dos filhos de Deus se apresenta diante do trono de Iahweh. O nome que lhe é dado é satã. O nome comum representa o cargo de acusar, e também a adversidade, a inimizade, a oposição que é permitida ou sancionada por Iahweh.

I) No Eclesiástico, emprega-se a palavra satã no sentido de alguma espécie de inimigo. Trata-se provavelmente do próprio instinto mau interior: "Quando o ímpio maldiz Satã, ele maldiz a si próprio" (Eclo 21, 27)

J) Em Habacuc (2,5), satã designa a peste. Na Bíblia de Jerusalém é traduzido por Xeol, o lugar da morte.

L) No primeiro livro dos Macabeus, designa-se com o termo satã, a "gente ímpia" e os "homens perversos" (1Mc 1,34). A Bíblia de Jerusalém traduz o termo satã por adversário maléfico: " Aquilo era uma emboscada para o lugar santo, um adversário maléfico para Israel constantemente " (1Mc 1,36).

M) O termo satã é aplicado a um ser sobrenatural no Livro dos Números: é a oposição feita por Iahweh. O texto diz que o anjo de Iahweh, mensageiro de Iahweh, isto é, o próprio Iahweh, se interpõe no caminho de Balaão. " Sou Eu que vim barrar-te a passagem ", segundo a Bíblia de Jerusalém. No original em hebraico é : " Sou eu quem vim contra ti em satã" = em oposição (Nm 22,32).

N) Como em Jó e em Números, o satã das crônicas (1Cor21,1) é representante de Deus.

O) O Livro da Sabedoria foi escrito em grego, ignoramos qual seria a palavra escolhida pelo autor sagrado se escrevesse em hebraico. O autor utiliza a palavra grega diábolos ( termo com a qual os setenta Estudiosos traduziram o Antigo Testamento antes de Cristo ) normalmente traduzem a palavra hebraica satã : " É por inveja do Diabo que a morte entrou no mundo " (Sb 2,24). Como Paulo (Rm5,12) ensina que pelo pecado de Adão entrou a morte no mundo e o pecado pela tentação da serpente, o termo satã designaria aqui a serpente do Paraíso.


Portanto, no Antigo Testamento, satã não representa um ser que possamos considerar um demônio no sentido cultural cristão de um ser sobre-humano e perverso. O nome Satã, ou Satanás, no Antigo Testamento personifica a inimizade, dificuldade, contradição.

A palavra satã, na sua forma verbal, stn em hebraico, aparece seis vezes no Antigo Testamento (Zc 3,1; Sl 38,21; Sl 71,13; Sl 109,4; Sl 120,29). Poderíamos traduzi-lo por "satanizar" . Os Setenta ( Estudiosos que traduziram o Antigo Testamento antes de Cristo ) geralmente traduzem o verbo stn por endiabállo, em grego. Caluniar nas línguas vernáculas e o substantivo satã, os Setenta geralmente o traduzem por diábolos, que significa caluniador. A Bíblia de Jerusalém geralmente traduz por acusar. ”













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